Câmbio desigual

Enquanto que, no Brasil, Corinthians e Flamengo fecham acordos de publicidade milionários, equipes de outros países latino-americanos continuam estagnadas pela crise econômica que atingiu o futebol no ano passado.
Impulsionado por Roberto Carlos e Ronaldo, o Corinthians assinou com a Hypermarcas por R$ 38 milhões anuais, selando o maior contrato de patrocínio do país.
Já na Argentina, o Boca Juniors é o clube que mais arrecada com patrocinadores em seu uniforme. No entanto, fatura apenas R$ 4,4 milhões por ano, quase 10 vezes menos que as receitas corintianas.
O River Plate recebe anualmente R$ 2,1 milhões da Petrobras. Em 2009, o Flamengo encerrou contrato de cerca de R$ 14 milhões com a mesma estatal brasileira para fechar, este ano, acordo de R$ 25 milhões com a Batavo.

O Estudiantes, campeão da última Copa Libertadores, também tem baixo faturamento com verbas publicitárias. Seu contrato com a RCA gira em torno de R$ 900 mil por ano.
E o arrocho financeiro é ainda mais severo em outros países. No Equador, a LDU arrecada R$ 800 mil por ano com a multinacional Holcim.
O rival Deportivo Quito estampa em sua camisa a marca do grupo espanhol SEK, que assumiu as finanças do clube no fim de 2009. No entanto, teve de renegociar os contratos de todos os jogadores, enxugando as contas em até 30%.
Na Colômbia, o Independiente Medellín, atual campeão colombiano, está sem patrocinador desde o ano passado, e o América de Cali, um dos mais tradicionais do país, não fatura nem R$ 100 mil por ano com patrocínios.
- Postado por: Breiller Pires às 17h31
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