NIKE - RALA QUE ROLA
Evangelizando boleiros

Não é à toa que a Nike é líder mundial quando se trata de acessórios esportivos. Foi a primeira empresa a compreender o verdadeiro espírito do futebol. Ou, ao menos, entender a maneira como ele realmente é visto pelos boleiros.
O foco do marketing da Nike não é vender o esporte como saúde, bem-estar e boa forma. A Nike vende estilos de vida, cada um relacionado a sua modalidade. E o futebol tem seu estilo próprio, vadio, moleque e sagaz.
A fabricante norte-americana captou bem o espírito. Se diferencia no mercado por isso. Um exemplo: jogadores patrocinados pela Nike e pela Adidas, maior concorrente.
Enquanto a Adidas aposta em bons moços, como Kaká, Messi e Ballack, a Nike joga todas as suas fichas em Rooneys, Cristianos e Ronaldos. Jogadores que, além da bola, também curtem baladas, mulheres e carros importados.

O garoto-propaganda da Nike é o superastro, o popstar. É mascarado, tem estilo próprio. Justamente o espelho de milhões de garotos que visam o futebol como carreira, o público-consumidor estratégico.
Por isso, as campanhas publicitárias da Nike não se limitam a mostrar o jogador, mas sim a retratar o estilo de vida que ele representa, dentro e fora dos gramados.
Tapa na cara, provocação ao adversário, controle total do jogo, rala que rola...
E que, mesmo sendo craque, trabalhar e treinar além do limite é fundamental. Ninguém recebe a 9 da Seleção Brasileira por acaso.
No fim das contas, em meio a campanhas temáticas e boleiros-badalados patrocinados, a Nike segue controlando o jogo de negócios que envolve o esporte e o mundo da bola.
Vale tudo para impressionar a garotada e convencê-la que o segredo do sucesso é ser boleiro, é ser Nike.
- Postado por: Breiller Pires às 16h15
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