MÍDIA x PROFISSIONAIS DA BOLA
Os olhos da imprensa sobre o futebol Globoesporte.com

A relação entre imprensa esportiva e profissionais do futebol nunca foi das mais estáveis. À bem da verdade, essas duas partes dificilmente costumam falar a mesma língua.
Nesse meio da bola, nada mais comum do que discordâncias e atritos que envolvem jornalistas, veículos de comunicação, jogadores, treinadores e dirigentes. Alguns episódios, inclusive, chegam a mover até processo judicial e acabam virando caso de polícia.
Eurico Miranda, ex-presidente do Vasco, por exemplo, já cansou de processar jornalistas e órgãos de notícia por julgar difamatórias e inverídicas opiniões publicadas a seu respeito.
As maiores ocorrências de tensões entre jornalismo e futebol, no entanto, são registradas no dia-a-dia dentro dos clubes e na cobertura de jogos nos estádios.
Muitas vezes, a mídia vê um jogo. Clube, jogadores, técnicos e dirigentes, enxergam outro completamente distinto. E nesse conflito de análises e interesses acerca do esporte mais popular do Brasil, polêmica é o que não costuma faltar.
“A imprensa está aí para vender jornal, principalmente quando consegue uma polêmica envolvendo o nome de algum ídolo. Muitos jornalistas não sabem o que se passa dentro do clube, mal, mal acompanham um treino e já saem disparando críticas pra tudo quanto é lado”, diz o ex-zagueiro e hoje auxiliar técnico do Atlético-MG, André Figueiredo. Esporte Site
 Eurico Miranda já processou os jornais Extra e Lance! e o jornalista Juca Kfouri, mas não ganhou nenhuma das causas
Flávio Lopes, treinador do América-MG, também entende que a mídia especializada que cobre futebol no Brasil é muito superficial em suas críticas e análises. Para ele, são poucos os veículos que conseguem se diferenciar da cobertura tradicional.
“A crítica no jornalismo esportivo tem de fazer treinador e torcedor refletirem, e não somente apresentar um monte de comentários vazios. Tirando alguns canais fechados, como o Sportv, são poucos os veículos que se dispõem a levar análises de alto nível e bem apuradas ao torcedor”, aponta Flávio.
Já Adilson Batista, técnico do Cruzeiro, acredita que, para evitar atritos entre representantes do clube e imprensa, é fundamental que tanto atletas quanto comissão técnica e dirigentes estejam bem assessorados para poder dividir responsabilidades e organizar o fluxo de informações que chega aos jornalistas.
Além disso, o comandante do time celeste atribui à falta de preparação dos profissionais da mídia esportiva as opiniões imprecisas e as notícias mal apuradas que permeiam os cadernos de futebol pelo país:
“Estudo é pré-requisito para se formar um bom jornalista esportivo. Até mesmo ex-jogadores, que viveram o futebol dentro de campo, precisam se preparar para não pegar um microfone e sair falando um monte de besteiras por aí”.
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Para não ficar apenas com um lado da moeda – o dos profissionais da bola -, ouça a entrevista com o repórter da TV Alterosa, afiliada do SBT em Minas Gerais, Péricles de Souza.
Além de avaliar a relação entre imprensa e profissionais do futebol em Minas, Péricles comenta a dinâmica de trabalho do técnico Émerson Leão, que passou pelo Galo em 1997 e 2007, e critica a adoção dos famosos treinos secretos, que tiram o sono dos jornalistas na cobertura do dia-a-dia dos clubes.
Clique para baixar a entrevista! 
- Postado por: Breiller Pires às 16h28
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