www.Galo e Raposa.tv Fotomontagem

Em Minas, a rivalidade entre Atlético e Cruzeiro extrapola as arquibancadas, como em qualquer outro clássico regional.
Brigam para ver quem tem a maior torcida, o torcedor mais apaixonado, os títulos mais importantes, o departamento de marketing mais eficiente e, agora, a melhor web TV.
Depois que o Galo lançou seu canal televisivo na internet, em novembro de 2007, o Cruzeiro se viu na obrigação de fazer o mesmo.
Mas a web TV da Raposa só foi lançada na semana passada, quase um ano depois da TV Galo. De acordo com o presidente do clube, Alvimar Perrella, a TV Cruzeiro foi planejada com rigor, para não repetir os erros de outros clubes brasileiros que abriram caminho no meio virtual.
Ao ver o canal recém-lançado do clube, só não dá pra entender o que o presidente cruzeirense entende por “erros”.
Porque tal como a TV Galo, e os canais virtuais de Flamengo e Corinthians, a TV Cruzeiro cai no erro crasso: pensar a web TV como um espaço meramente publicitário.
Não dá para aplicar, no Brasil, pelo menos por enquanto, o modelo de TV super rentável do Real Madrid, que tem um canal de satélite próprio, visto por mais de um milhão de torcedores merengues em todo o mundo.
Os planos por aqui têm de ser mais simples e bem menos ilusionistas. O acesso de internet no Brasil ainda não é tão difundido a ponto de um clube faturar receitas consideráveis com uma web TV.
Nem mesmo o mercado publicitário está maduro o suficiente para ser parceiro em um investimento embrionário no ramo virtual.
O jeito é enxergar a web TV como um canal de publicidade do clube, e não um espaço para propaganda. É distribuir conteúdo relevante, exclusivo e de interesse do torcedor, estreitando o relacionamento com seu público principal.
É pressupor que o torcedor que assiste a um vídeo pela internet quer mais que uma simples imagem de TV. Ele espera, como a maioria de suas experiências na internet, interagir e poder participar de forma mais ativa do dia-a-dia do clube.
Ponto, então, para a TV Galo, que, além de um hot site, abriu também um canal no Youtube, mídia social mais do que consagrada na rede. Pelo menos comentários, avaliações e a facilidade de distribuição e compartilhamento do vídeo já se encaixam melhor no famoso estágio 2.0 da web.
A TV Cruzeiro, por sua vez, se encerra num hot site estritamente de merchandising, com uma interface dura e nada receptiva à participação do torcedor.
Sem contar que, para ter acesso ao conteúdo completo do canal, é necessário fazer um cadastro através de formulário. Cadastro? Formulário? Esse não é o espírito de uma web TV, à risca do conceito.
Como bem disse o Merigo, no Brainstorm #9, existe, hoje, um certo “desespero das marcas de tentarem ser modernas e falar a língua das mídias sociais a qualquer custo”.
Seguindo essa onda, e não querendo ser deixado para trás pelo maior rival, o Cruzeiro brindou aos seus torcedores com um remake de web TV à brasileira piorado. E olha que, aí, conteúdo nem foi objeto de análise.
- Postado por: Breiller Pires às 01h46
[ ]
[ envie esta mensagem ]
Compartilhe:
___________________________________________________
|