OLIMPÍADAS PEQUIM-2008
Entre globos e recordes Fotomontagem

Esta Olimpíada tem reservado disputas acirradíssimas pelo lugar mais alto do pódio.
Superação, recordes e centésimos consagram atletas a cada dia de competição e fazem dos Jogos de Pequim um reduto de emoções.
Mas, em meio a tanta competitividade, outra briga promete estampar colunas e mais colunas de jornais nos próximos anos quando o assunto for grandes eventos esportivos.
Globo e Record começam a espalhar suas fichas pelo tablado e armar suas estratégias para a batalha.
A Record, depois de adquirir os direitos de transmissão dos Jogos de Inverno de Vancouver, no Canadá, em 2010, e das Olimpíadas de Londres, em 2012, deu um novo “balão” na Rede Globo.
Foi lá, na surdina, enquanto a concorrente se debruçava na cobertura dos Jogos de Pequim, e acrescentou ao pacote o Pan de Guadalajara, em 2011.
Pra quem acompanhou a transmissão da Euro pela emissora de Edir Macedo, a perspectiva para a cobertura de novos eventos esportivos é desanimadora. A Record mostrou que ainda precisa evoluir muito no quesito “Q” de qualidade.
Pode ser que os Jogos de Inverno e o Pan sirvam como estágio com vistas às Olimpíadas de Londres.
Sem contar que, além do investimento bilionário em direitos de transmissão, a Record vai ter de gastar, ainda, com a contratação de mão-de-obra qualificada.
Já a Globo vê sua estratégia(?) cair numa bela contradição.
Ao perder os direitos de transmissão das Olimpíadas de Londres para a concorrente, a emissora carioca alegou que não valeria a pena investir tanto num evento que dura tão pouco, cerca de três semanas.
Mas o que se vê desde o início dos Jogos de Pequim revela outro panorama. A audiência da Globo praticamente dobrou entre 6h e 12h. Na madrugada, o crescimento foi de 33%.
Se foi um erro não cobrir a proposta da Record pelos Jogos de Londres, a Globo só vai saber mesmo em 2012. Os números de Pequim, no entanto, já indicam a resposta.
- Postado por: Breiller Pires às 17h52
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OLIMPÍADAS PEQUIM-2008
China em pauta La Nación

Aposto que nem naquela aula mais chata de História do primeiro colegial, em que uma professora carrancuda explica quem foi Mao Tsé Tung, a gente ouviu tanta informação a respeito da China quanto hoje.
Inegável que as Olimpíadas transformaram o maior país do mundo em figurinha carimbada nos noticiários internacionais.
Desde o ano passado, repórteres de tudo quanto é lugar começaram a se aventurar pelo universo chinês, a fim de revelar um pouco mais dos anfitriões dos Jogos Olímpicos 2008.
A China nunca esteve tão em evidência quanto agora.
Nem episódios históricos como a morte de Mao, em 1976, o protesto estudantil na Praça Celestial, em 1989, e o boom da economia chinesa, no início do século, foram capazes de dar tanta visibilidade ao país quanto a realização desses Jogos.
Apesar de se tratar de um evento esportivo, a Olimpíada faz com que o interesse da mídia pela China perpasse por abordagens sobre economia, política, cultura, história e afins.
O esporte era o pretexto que faltava para escarafunchar um país ainda pouco explorado, sobretudo no que diz respeito ao acesso à informação.
Jornalistas que cobrem as Olimpíadas sentem um pouco do que é trabalhar sob a vigilância de órgãos oficiais do Partido Chinês.
E, por um lado, isso chega a ser algo positivo. Pelo menos, repressão, autoritarismo, censura, práticas desumanas de exploração do trabalho e corrupção estão sempre na pauta dos veículos que vêm cobrindo os Jogos de Pequim.
Toda essa visibilidade pode não ser muito benquista pelo Governo comunista de Hu Jintao, que vê as feridas de um sistema político ineficaz expostas pouco a pouco a quatro cantos.
Mas, para o povo chinês, cada olhar estrangeiro é um flash. Hábitos, costumes, trejeitos e estilos de vida dos mais de 1,2 bilhão de habitantes vêm sendo desvendados. Uma China até então desconhecida começa a dar as caras.
É justamente esse o verdadeiro espírito de uma Olimpíada: conectar o país-sede ao resto do mundo.
Com uma força de trabalho gigantesca, a economia na ascendente e um PIB que cresceu mais de 10% só em 2007 – boa parte devido à realização dos Jogos de Pequim -, não há motivos para a China continuar escondida atrás de uma mordaça.
Os chineses, certamente, agradecem aos deuses do esporte.
- Postado por: Breiller Pires às 23h15
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