Torcedor virtual Second
Life
 Ilha virtual do Sporting Lisboa no
Second Life
De uns tempos pra cá, a internet vem aproximando torcedores e todo
o tipo de aficionados do esporte que se possa
imaginar.
Através dela, muitos organizam encontros, churrascos, peladas,
confraternizações antes dos jogos, movimentos de protesto ou
apoio.
Outros trocam informações sobre o time do coração, compartilham
alegrias e desilusões, compõem gritos de torcida, criticam o presidente do clube
etc.
Uma aproximação impensável dez anos atrás, quando as únicas formas
de se reunir tantos torcedores com uma paixão em comum eram as torcidas
organizadas.
Esse novo tipo relacionamento só é possível graças às célebres
“mídias sociais”, que promovem a troca de idéias, informações e experiências
entre pessoas na web.
Se encaixam no conceito de mídia social os blogs, o Orkut, o Youtube, a Wikipédia, o Second Life, o Twitter e por
aí vai. Esses espaços vêm se tornando grandes pontos de encontro dos mais
diversos perfis de torcedores.
Percebendo as potencialidades das mídias sociais, algumas empresas
começam a aproveitá-las como ferramenta de aproximação com seus públicos e
clientes.
O McDonalds, por exemplo, lançou na internet um game sobre os
países participantes das Olimpíadas de Pequim. The Lost
Ring, como é chamado o jogo, se espalhou rápido. Sua página
principal já contabiliza dois milhões de visitantes.
Também inspirada nos Jogos Olímpicos, a Lenovo criou blogs para atletas de modalidades menos
populares, como arremesso de peso e pentatlo moderno. Um ano atrás, a Samsung já
havia feito algo semelhante para o Pan do Rio.
Em Portugal, Benfica e Sporting resolveram aderir à mídia social,
no ano passado, criando avatares e espaços exclusivos para seus torcedores no
Second Life.
Aqui no Brasil, no entanto, o relacionamento com o torcedor via
web é bem precário. Além dos sites de clubes e confederações serem apenas canais
de mão única, sem abrir espaço para a manifestação dos leitores, não há, ainda,
uma atenção especial dedicada às mídias sociais.
E investir em mídia social não significa desembolsar rios de
dinheiro. Significa apostar num relacionamento mais estreito e mais íntimo com o
torcedor, que deseja, muitas vezes, participar e interagir
efetivamente.
Uma aposta simples, sem grandes custos, como alguns raros exemplos
de interação entre entidade esportiva e torcedor pela
internet:
TV Galo no Youtube e projeto Galo
Digital

Coordenado por Emmerson Maurilio, o projeto Galo Digital faz parte
de um conjunto de ações do Atlético-MG para preservar a história do
clube.
Através de uma comunidade no Orkut, torcedores podem enviar e
pedir vídeos, áudios e fotos que resgatem um pouco da memória atleticana. O
espaço conta com mais de 3 mil membros.
Outra boa sacada do clube é a hospedagem da TV Galo no
Youtube. Desde o final de 2007 no ar, o canal do Galo já tem
quase 5 mil exibições.
Tanto no Youtube quanto no Orkut, a participação do torcedor é
valorizada e bem-vinda, na tentativa de aproximar ainda mais clube e torcida. E
o melhor: sem desembolsar um centavo sequer.
Torcida “Time Brasil”

De
olho no apoio popular para a candidatura brasileira à sede das Olimpíadas de
Pequim, o COB apresenta o “Time Brasil”, uma espécie de torcida organizada
virtual. A ação contempla uma comunidade no Orkut e um site dedicado ao torcedor.
Como
o projeto está em fase de implementação, não é possível mensurar resultados. Mas
a iniciativa de criar um elo a mais entre Comitê Olímpico, atletas e torcedores
é válida, principalmente se a via principal passar por uma mídia
social.
*17/08 -
Recentemente, o COB aproveitou para lançar, também, seu canal personalizado
no Youtube (mais de 85 mil acessos), em que os torcedores podem
enviar vídeos e interagir com atletas olímpicos, e um widget de
customização no Orkut, que permite aos usuários mudarem a interface de seu
perfil para as cores verde e amarelo.
- Postado por: Breiller Pires às 19h54
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Vilões incompreendidos Warner Bros

Desde os primórdios do Batman, o Coringa sempre despertou em mim uma grande simpatia.
Seja nos quadrinhos, seja incorporado pelo caricato Jack Nicholson, seja na atuação digna de Oscar póstumo de Heath Ledger no último filme. A verdade é que nunca vi o Coringa como a representação do mal, como um verdadeiro vilão.
E a regra se aplica a outros filmes, histórias e antagonistas. Duende Verde, Lobo Mau, Vingador, Judas, Hussein, Roberto Jefferson e companhia nunca me causaram repulsa, muito menos medo.
No fundo, até admiro o perfil clássico do vilão. Um sujeito intempestivo, de personalidade extremamente complexa e ambígua, remando sempre contra a maré e as normas sociais.
É por isso que os famosos “vilões” do futebol também despertam minha curiosidade.
O goleiro Barbosa, o bad boy Edmundo, o endiabrado Maradona, o tenebroso Eurico Miranda e Ricardo Teixeira, a múmia, são alguns dos vilões que preenchem meu álbum de animes da bola.
Evidente que se trata de situações, histórias e perfis completamente distintos entre os personagens. E, na minha preferência profana, os dois últimos têm lugar especial.
Cartolas como eles têm direito a um final mais feliz nesse mundo fantasioso do futebol. Eurico, polêmico, arrogante, autoritário e destemido, não merece acabar no esquecimento.
Teixeira, homem da canetada fácil, da palavra difícil e das ações mais ou menos, não é digno dos confins empoeirados da história. O script não pode nem deve ser esse.
Cansei dos mesmos heróis e dos mesmos roteiros que botam esses mesmos heróis no mesmo lugar comum de “o bem sempre prevalece”. Cansei da mesmice, pois os mocinhos são sem graça.
Aliás, só existem heróis porque, antes deles, existem vilões. E isso é suficiente para torná-los merecedores de um papel de maior relevância na trama.
Enquanto ninguém se propõe a destrinchar personalidades complexas de Euricos e Teixeiras da vida, me contento com o Coringa no papel principal do último Batman.
E aguardo as próximas cartas na manga dos vilões do futebol.
- Postado por: Breiller Pires às 01h58
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