Desacato ao bom senso Getty Images

Desacatar uma autoridade não é só aquilo que o André Luís, do Botafogo, fez lá nos Aflitos no último domingo.
Desacatar uma autoridade é responder à mãe, é desrespeitar os mais velhos. É não acatar a ordem do guarda, é discordar de uma idéia do patrão, é zombar do professor.
É uma coisa parecida com o que fazia aquele bando de jovens malucos, lá pelo final da década de 60, que desobedecia a leis e decretos proclamados da noite pro dia sem medo ou pudor.
Desacato, todos já devem saber, é algo muito semelhante ao feito do atleta negro Jesse Owens, nas Olimpíadas de 1936, ao ganhar quatro medalhas de ouro em pleno território de Hitler.
“Desacatar”, em qualquer dicionário, significa faltar ao respeito devido, tratar com irreverência. Logo, desacatar é o mesmo que Garrincha fazia com seus adversários. Dentro de campo, o anjo torto não respeitava ninguém.
Denílson é outro exemplo clássico de desacato, um anti-diplomata arredio. O que ele fez com os turcos na Copa de 2002 foi abuso demais, pura indelicadeza.
Do jeito que as coisas andam, desacato, daqui uns dias, vai servir até pra descrever uma caneta, no futebol, ou um bloqueio, no vôlei. O conceito já foi por água abaixo faz tempo, e desacatar virou praxe.
Quem se sente no posto de autoridade, nem que seja por míseros 15 minutos, como a policial que deu voz de prisão a meio time do Botafogo, logo se vê no direito de enquadrar por desacato à riviria.
Desacato soa como blindagem, que põe autoridades e quem quer que seja numa redoma intocável. Não ouse discordar.
Um zagueiro, capitão de uma equipe, por exemplo, detém algum status de autoridade. Pelo menos com o árbitro. Daí, quando se sentir desacatado por um drible desconcertante do adversário, ele pode plantar a botina sem dó.
Afinal, autoridade é pra isso, não?
O melhor conceito para desacato, no entanto, seria a falta de respeito com o ser humano, independentemente de ser autoridade ou simples cidadão. A partir dessa premissa básica, poder deixaria de ser pré-requisito para se conseguir respeito.
Ainda assim, o esporte seguiria admitindo Owens, Garrinchas e Denílsons sem o menor problema. Quem ousasse barrá-los, aí, sim, estaria enquadrado por abuso de autoridade.
- Postado por: Breiller Pires às 01h27
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FASHION BLOG
Camisa do mês (junho) Fotomontagem

Neste mês de junho, os destaques internacionais na vitrine do Rola Blog são o uniforme da seleção espanhola, “La Furia”, e a camisa número 1 do América do México (lembra?).
Além deles, está exposto, também, o recém-lançado uniforme do centenário do Atlético-MG.
Em maio, o páreo foi acirrado. Com apenas um voto de vantagem para a camisa da seleção venezuelana, o uniforme do time dinamarquês, Copenhague, levou a melhor: 8 dos 21 votos.
Eleja, agora, outra camisa para figurar entre as mais belas do futebol mundial.
- Postado por: Breiller Pires às 16h16
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