Casas e cofres vazios El Mexicano
 Estádio Azteca, no México: jogos vazios na Libertadores
A primeira fase da Copa Libertadores decepcionou. Não que os jogos tenham sido fracos. Pelo contrário, algumas partidas, como River Plate e América (MEX), empolgaram bastante.
Decepção mesmo ficou por conta do público. Raros os jogos em que se viam estádios completamente lotados. No geral, a torcida até comparecia, mas não fazia número.
Arsenal x Libertad, por exemplo, pela primeira rodada do grupo 8, levou apenas 1894 torcedores ao campo do time argentino.
O Chivas Guadalajara, time de maior torcida do México, jogou praticamente em campo neutro. Somando o público de suas duas primeiras partidas na competição, o resultado não chega nem a 15 mil torcedores.
Tá certo que, para os times mexicanos, a Libertadores conta mais pela visibilidade, já que a Conmebol só reserva vaga no Mundial de Clubes da Fifa aos clubes sul-americanos. Ainda assim, uma média de 7 mil torcedores é bem baixa.
O Flamengo, que acabou eliminado nas oitavas-de-final, deixou o torneio com média de quase 40 mil torcedores por partida. A marca é idêntica a do Brasileirão 2007.
A diferença é que, no Campeonato Brasileiro, foram 19 jogos, enquanto que, na Libertadores, o Fla disputou apenas quatro partidas como mandante.
O maior público do clube na competição continental foi de 47.615 torcedores. No Brasileirão, na partida contra o Atlético-PR, mais de 82 mil rubro-negros lotaram o Maraca.
Apesar da Conmebol ressaltar que mais de 1,5 milhão de telespectadores acompanham os jogos da Libertadores pela TV, a presença do público nos estádios deixa a desejar e desagrada aos clubes, que perdem receitas com bilheteria.
Desagrada mais ainda ao Santander, que patrocina a competição pela primeira vez. Os executivos do banco espanhol devem estar se perguntando se vale mesmo a pena marcar território na América do Sul, aliando sua marca a um torneio cada vez menos atrativo.
Talvez, ficar pela Europa, com a Champions League ou uma Copa da Uefa, seria mais interessante para a exposição da marca.
Ou, então, fazer igual a Toyota, que não fez questão da Libertadores e investiu logo no Mundial de Clubes da Fifa.
O negócio, agora, é depositar as fichas na fase final da competição, que pode levantar de novo a bola da Libertadores e, principalmente, a média de público nos estádios.
- Postado por: Breiller Pires às 21h18
[ ]
[ envie esta mensagem ]
Compartilhe:
___________________________________________________
Estrutura, planejamento e canecos

Os leitores do Rola Blog sentenciaram: o São Paulo é o clube de melhor estrutura do Brasil. A enquete ficou no ar por três meses. 54 dos 145 votos foram para o clube paulista.
Sem desmerecer os outros clubes, a estrutura do Tricolor é realmente de dar inveja:
Um dos maiores estádios do país, o Morumbi, com capacidade para quase 80 mil torcedores. Estratégico na candidatura brasileira à sede da Copa-2014, o estádio tem tudo para receber a abertura ou a final do Mundial.
O centro de formação de atletas de Cotia conta com uma área de 220m². Por lá estão distribuídos sete campos de futebol, piscina, vestiários e quatro alojamentos, que comportam até 95 jogadores. Divulgação/Fotomontagem
 Centro de treinamento do Tricolor em Cotia, região metropolitana da capital paulista
Já no C.T. da Barra Funda, onde treina o time profissional, as instalações também não ficam devendo. Três campos com medidas oficiais, um campo específico para treinamento de goleiros, academia, sem falar do Reffis.
O núcleo de Reabilitação Esportiva, Fisioterápica e Fisiológica do Sampa é referência no tratamento de lesões no futebol. Foi lá que o clube começou a fisgar o Imperador, que escolheu o São Paulo para recuperar a forma física.
O Tricolor paulista também mostra estrutura forte em sua administração.
Com uma gestão sólida, em que situação e oposição abrem mão da politicagem em prol do clube, e um planejamento de ações focado no futebol, a diretoria são-paulina é um dos poucos exemplos, no Brasil, de amadurecimento nos bastidores da bola.
Junte tudo isso às conquistas dos últimos três anos: dois Campeonatos Brasileiros, um Paulistão, uma Libertadores e um Mundial Interclubes.
A boa estrutura certamente arquitetou a base para todos esses títulos e glórias que vêm de um passado muito recente.
Oh, Tricolor! Que ninguém duvide que, no cenário cada vez mais competitivo do futebol, dentre os grandes, és o primeiro.
---------------------------------------------------------------- Acesse o menu à direita e participe da nova enquete do RB sobre Pequim-2008.
- Postado por: Breiller Pires às 00h00
[ ]
[ envie esta mensagem ]
Compartilhe:
___________________________________________________
| |