ESCOLINHA RB
Passo-a-passo do arremesso lateral Fotomontagem

1 Não queime etapas. Primeiro, peça a bola ao gandula, educadamente. Respire fundo, olhe pra frente, levante a bola e incline o corpo.
1.1 Se você acha que não nasceu com vocação alguma para o esporte, vá direto ao passo 6.1.
2 Posicione a bola em frente ao rosto. Olhe nos olhos dela. Ou melhor, faça com que ela olhe nos seus. Inicie um breve diálogo para acalmar a gorduchinha. Afinal, a bola também sofre pressão psicológica durante um jogo.
3 Desenvolva a arte da simulação: engane o adversário para pegá-lo desprevenido. Finja que a bola escorregou de suas mãos e, como se nada tivesse acontecido, abaixe-se calmamente para apanhá-la de volta.
4 Hora de agir! Plante uma ‘meia-bananeira’ sobre a bola. Ao ficar de ponta-cabeça, vale levar um novo papinho com a redonda. Avise-a, por exemplo, que, se ela desgrudar de suas mãos, o tombo vai ser feio e, pior: você pode se machucar.
5 Não tente executar esse passo em casa ou sem a ajuda de um adulto.
6 Permaneça nessa posição por pelo menos 5 segundos, até a barra de energia no canto do vídeo carregar. Lembre-se, neste momento, que as principais virtudes de um atleta são leveza, malemolência, contorção, força e resistência.
6.1 Se você ainda não consegue combinar tais virtudes de forma harmoniosa, ou nem mesmo as descobriu ao longo da vida, desista logo no passo 2.
7 Na posição “pai-me-dá-colo”, arremesse a bola com toda a força acumulada na barra de energia. Fique torcendo para não levar uma bolada na cabeça.
8 Não termine a execução do lateral com um rolamento. Se rolar ao fim de cada movimento é pré-requisito básico na ginástica olímpica, na cobrança de lateral, rolar significa por tudo a perder. Você vai invadir o campo e o juiz vai reverter a cobrança.
Termine o movimento na tão difundida “posição da rã”. Dê três pulinhos e agradeça a Deus por ter apenas uma clavícula quebrada ao final da execução.
8.1 Se você não aprendeu a bater o lateral-cambalhota depois deste guia passo-a-passo, desista do futebol e vá tentar os saltos ornamentais.
- Postado por: Breiller Pires às 20h43
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PODCAST RB
Rola Blog no ar (3)
Canal do Podcast RB no Youtube
Além de lido e comentado, o Rola Blog agora pode ser ouvido, também.
O Destaque RB comenta sobre o jogão entre Federer e Sampras, enquanto o Giro Blogueiro confere as novidades dos blogs Futepoca e Jornalismo Esportivo.
O quadro traz, ainda, uma homenagem às mulheres blogueiras, dentre elas:
Gabriella Pacheco – Premier League made in Brazil
Priscilla Bar – Guard Rail
Suleima Senna – Futebol Cor de Rosa
No Gol do Baú, um golaço! Alex, ex-Cruzeiro, de letra, na final da Copa do Brasil 2003.
O arquivo não leva tempo algum para carregar e, no final, a música da semana “São Januário, meu caldeirão” dita o ritmo do programa.
Aperte o play e seja feliz!
[SIC]: Onde se diz "jornalismoesportivo.blogspot.com", na verdade, é: esportejornalismo.blogspot.com
Baixe o podcast!
- Postado por: Breiller Pires às 14h54
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A estranheza entre o Vasco e o pênalti UOL Esporte/Arquivo

Já percebeu que todo jogador que veste a camisa do Vasco não serve pra bater pênalti?
Edmundo é a prova viva dessa máxima. Perdeu na final do Mundial, contra o Corinthians. Perdeu de novo, agora contra o Flamengo, na semifinal da Taça Guanabara.
Por sorte, não perdeu outro no último sábado, contra o Duque de Caxias. O juiz mandou voltar a cobrança e, na segunda tentativa, o Animal se redimiu.
Em 1997, Edmundo se tornou o jogador que mais fez gols em uma só partida do Campeonato Brasileiro. Marcou seis naquele jogo contra o União São João. E, pasmem, perdeu um pênalti, pra variar.
Depois de passagens pelo Vasco, Edmundo rodou Brasil afora e seguiu perdendo pênaltis. Curiosamente, para compensar, sempre em favor do próprio clube da Colina.
Com as camisas de Santos, Cruzeiro e Palmeiras, teve três oportunidades para fazer gol contra o Vasco em cobrança de pênalti. Uma por cada time. Errou todas as três.
Mas ele não foi único a padecer da sina do pênalti perdido.
Em 2005, quando se consagrou artilheiro do Brasileirão, com 20 gols, Romário foi, também, o maior perdedor de pênaltis da competição. O Baixinho desperdiçou quatro cobranças com a camisa do Vasco.
Já no ano passado, o argentino Dudar, zagueiro que, de 10 pênaltis batidos, acertava 12, nos treinamentos em São Januário, transformou-se em vilão na marca da cal.
Na semifinal da Taça Guanabara, ele bateu um nas mãos do goleiro Bruno, do Flamengo. Contra o Botafogo, na semifinal da Taça Rio, chutou outro pra fora. E o Vasco ficou pelo caminho no Estadual.
Uma sina cruel, difícil de entender. Lembrar de uma derrota cruzmaltina nos pênaltis é tarefa simples para a memória. Agora, recordar alguma grande vitória com uma penalidade sequer é coisa para o mais antigo vascaíno.
Por isso que, ao ouvir a célebre frase dos rivais alvinegros após qualquer derrota – “Tem coisas que só acontecem com o Botafogo” -, sempre retruco com a mais humilde exclamação:
- Experimente torcer para o Vasco!
- Postado por: Breiller Pires às 19h32
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