Zagueiros absolutos Fotomontagem

Ninguém ousa criticar a zaga da nossa Seleção. A meta brasileira nunca esteve tão bem resguardada.
A dupla Lúcio e Juan se firmou. Titulares soberanos, são mais confiáveis, hoje em dia, que homens de frente, os craques, como Ronaldinho Gaúcho e Robinho.
Lúcio, com aquelas pernas longas, meio estabanadas, já fez muita gente passar raiva. Contra a Inglaterra, no caminho do penta, houve quem quase enfartasse por sua causa.
Agora é diferente. Ele virou xerifão. Capitão do time, dono da zaga e, inclusive, cogitado como um dos três acima de 23 anos para integrar a delegação olímpica.
Juan, por sua vez, é o típico “zagueiro-Gamarra”. Joga com elegância, tem habilidade, faz poucas faltas. Dá gosto de ver. Até a Copa América de 2004, nunca havia emplacado na Seleção. Depois disso, não saiu mais.
Juntos, Lúcio e Juan cometeram apenas quatro faltas na última Copa do Mundo. Ao lado de Zé Roberto, foram os únicos poupados das críticas após o fracasso na Alemanha.
Parece que o Brasil se livrou, enfim, da “eterna privação do zagueiro absoluto”, como diria Luis Fernando Veríssimo. Acostumados com gênios da bola do meio pra frente, sempre sofremos com a zaga.
Mesmo em campanhas vitoriosas, como o tri no México e o penta no Japão, os defensores teimavam em nos tirar o sossego. Bola na área, então, era aquela agonia.
Não importava se a partida era contra uma França ou contra Honduras. Nossos zagueiros falhavam, erravam o tempo de bola, atrasavam mal, comprometiam... Vivíamos à espera do zagueiro absoluto.
Agora temos dois: Lúcio e Juan. E mais um monte na incubadora, como Luisão, Alex, Naldo, Thiago Silva, Breno, Gladstone, Edu Dracena, Fábio Luciano e lá vai vírgula.
A safra é tão boa que até mesmo os clubes brasileiros têm conseguido montar verdadeiros paredões em suas defesas.
No ano passado, o São Paulo passou mais de 1000 minutos sem levar gol no Brasileirão. Alex Silva, Miranda e André Dias são nomes mais do que indicados para vestir a amarelinha.
No Corinthians, o ataque não marca, mas a defesa compensa. Com Chicão e William protegendo a área alvinegra, o Timão sofreu apenas quatro gols este ano.
Enquanto no Brasil real o Ministério da Defesa anda em baixa, a crise aérea assusta mais que bola cruzada no segundo pau e o Governo não aprende a sair jogando, no país do futebol nossa defesa vai bem, obrigado.
- Postado por: Breiller Pires às 14h07
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