Ócio, mouse e uma bolinha

Se seu time já não tem mais chances de ser campeão este ano, mal, mal briga por uma vaguinha para a Libertadores ou nem isso, o jeito é se distrair na internet para esquecer a rodada do fim de semana.
Se seu time, o que é pior ainda, está lutando pra não cair, não se preocupe. Você também se enquadra no perfil dos que têm de praticar o ócio para não se lembrar de futebol até o final do Brasileirão.
Se seu time já é campeão ou está rebaixado, divirta-se no mundo virtual também. Afinal, o campeonato já acabou para você. Vai ficar perdendo tempo com joguinho amistoso?
Então, dê vazão à preguiça em suas veias e aproveite as sugestões do Rola Blog:
Adivinhe os escudos: são 64 escudos enigmáticos de times do mundo inteiro. Faça mais de 90% e dê aquela lustrada no seu ego de guru do futebol.
Adivinhe os escudos, se puder: mais escudos, e agora com times pequenos. Os espaços marcados com uma seta vermelha contêm dicas - não tão úteis, mas bem espirituosas.
O nome da fera: nesse daqui, são 100 fotos de jogadores das Copas de 82, 86 e 90. O negócio é adivinhar quem é quem. Para os que já passaram dos 30 deve ser moleza.
O nome da fera II: outro dos bons para aqueles que viveram a flor da idade à época da ditadura militar. Mas, com o auxílio das dicas sagazes, a geração sub-20 também tem chances de acertar um bocado.
Jogo de botão: dos cinco, esse é o melhor passatempo. Bem simples: o objetivo é acertar cobranças de pênaltis nesse simulador de jogo de botão, para manter o Brasil à frente do placar. O adversário é a Argentina, e o goleiro-caixa-de-fósforo, pela elasticidade, deve ser o Abbondanzieri. Dá pra jogar com a Argentina também. É só clicar na camisa albiceleste do lado direito da tela. Mas seja patriótico nessas horas. Pegue a “manha” do jogo e faça uns vinte para aumentar a vantagem brasileira.
Quem preferir o videogame é só clicar aqui para ver algumas dicas do blog.
Ah! Nem tente sair de casa para bater uma pelada com os amigos. Pode parecer mais saudável, mas você corre o risco de se lembrar, numa dessas resenhas de bar, que o Campeonato Brasileiro, de fato, ainda não acabou.
- Postado por: Breiller Pires às 16h42
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ELES QUEREM ESTÁDIO
RB ESTÁDIOS: Parte 1 | Parte 2 | Parte 3 | Parte 4 | Parte 5 | Parte 6
Para a nação rubro-negra
 Maquete ilustra a proposta da diretoria rubro-negra para a reestruturação da Gávea e construção de estádio
A diretoria do Flamengo tem um projeto para reformar a Gávea, atual centro de treinamento do clube, e transformá-la no caldeirão dos rubro-negros.
O projeto prevê a construção de um estádio com capacidade para 30 mil torcedores e de um shopping, que será administrado pela iniciativa privada.
Por essa proposta, empresas interessadas em explorar o shopping entrarão com a verba para reestruturar todo o complexo da Gávea, incluindo a construção do estádio e do centro comercial.
Quando tudo estiver pronto, o Flamengo vai administrar a arena esportiva, enquanto os lucros obtidos com o shopping serão embolsados pelos investidores.
Após um período pré-determinado – 20 anos, por exemplo -, as empresas deixam o empreendimento, e a diretoria rubro-negra passa a administrar, também, as receitas da área comercial.

No entanto, a prefeitura e o governo do Rio de Janeiro já vetaram o projeto rubro-negro. Segundo as autoridades, a construção de um shopping na região, zona sul do Rio, traria fortes impactos ao trânsito local, que atualmente já é bem complicado.
Sendo assim, o Fla tem de pensar em outro modelo para captação de verba privada para erguer sua arena. E não é só isso. Vai ter de pensar, ainda, em um estádio mais amplo, digno da expressividade da maior torcida do país.
30 mil lugares é pouco para uma torcida que tem a melhor média de público deste Brasileirão – mais de 32 mil torcedores por partida. É pouco para um clube que levou, só nesta temporada, mais de 1,2 milhão espectadores aos seus jogos como mandante.
A casa flamenguista, de verdade, só pode ser o Maracanã. Não há outro estádio que tenha mais cara de Flamengo. Não há torcida no Rio – e no Brasil – capaz de lotar aquelas arquibancadas e fazer ecoar, como nenhuma outra, o grito de “O Maraca é nosso”.
Essa posse é legítima, e a combinação entre clube, estádio e torcida é perfeita. Esses dois últimos, então, têm algo bem em comum. São as duas maiores grandezas do futebol brasileiro.
Por isso, os dirigentes do Mengão deveriam redirecionar o projeto de estádio, rumo à licitação para administrar o Maracanã. Vale a pena e o torcedor rubro-negro merece.
Numa dessas, quem sabe, no embalo da torcida e do estádio, o Flamengo volta a ser, como na década de 80, o maior – e o melhor – do país.
- Postado por: Breiller Pires às 22h04
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Maradona com a raquete nas mãos

Assim pode ser visto, em pouco tempo, o tenista argentino, David Nalbandian.
Fisicamente, quase imbatível. Dono de técnica apurada, golpes bem aplicados no fundo de quadra e boa variação de jogo. Improvisa como ninguém.
Tem estratégia: à frente no placar, vai minando a resistência do adversário na base dos potentes cruzados e da imposição física. Esse é Nalbandian.
Já foi 3º no ranking da ATP. Ganhou a Masters Cup 2005 - torneio que reúne os melhores tenistas de cada temporada – em cima de Roger Federer.
Andou meio dividido entre o tênis e as corridas de rally. Aventurou-se como piloto e, agora, pelo bem do esporte da bolinha amarela, volta às quadras em grande estilo.
Primeiro, em meados de outubro, levou o Masters Series de Madrid. Outra vez, o adversário na final foi Federer, número 1 do mundo. 2 sets a 1 para Nalbandian, de virada.
Já neste domingo, o argentino deu uma aula de tênis ao número 2 do ranking mundial, Rafael Nadal: ganhou por 2 sets a 0, com um imponente 6-0 no último set, e faturou, em Paris, de forma consecutiva, seu segundo Masters Series da temporada.
Se Federer é o Pelé das quadras de tênis, Nalbandian pode ser considerado o Maradona com a raquete nas mãos. Com duas pequenas ressalvas.
O tenista não é lá muito polêmico, como foi o maior jogador de futebol da Argentina. E, além disso, ao contrário de Don Diego, ele ainda pode superar o melhor do mundo em sua modalidade.
É apenas uma questão de manter, simultaneamente, o nível de jogo e Federer como freguês.
- Postado por: Breiller Pires às 16h09
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