ELES QUEREM ESTÁDIO
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Ninho dos gaviões
 Fazendinha, Coringão e Fielzão: projetos de estádio corintiano ainda estão pouco amadurecidos
Para abrir a série “Eles querem estádio”, o Rola Blog traz o caso do Corinthians, que há tempos vem prometendo um estádio aos seus torcedores. A promessa, no entanto, engatinha de gestão em gestão.
Sai ano, entra ano, e nada. É no Pacaembu, estádio que pertence à prefeitura de São Paulo, que, desde a década de 40, o Timão manda seus jogos.
O sonho de uma casa para o time parece cada vez mais longe dos corintianos. Até hoje, o estádio Alfredo Schüring, a Fazendinha, no Parque São Jorge, segue como esperança de um reduto para a Fiel.
Inaugurada em 1928, a Fazendinha tem estrutura modesta, capaz de receber apenas 16 mil torcedores. Usado pelo clube apenas para treinamentos, o estádio deve ganhar mais 4 mil lugares até o final deste ano.
A diretoria alvinegra espera que, já no ano que vem, a Fazendinha possa se tornar a casa do Timão durante o Campeonato Paulista. Porém, a ambição da torcida corintiana vai além da reformulação de um simples campo de treinos.
Conselheiros e torcedores pensam em projetos para a construção de um estádio bem mais moderno para o Corinthians.
Em um deles, uma associação quer erguer, até 2010, uma mega-arena na cidade de Guarulhos. Com capacidade para 77 mil torcedores, o “Coringão” seria custeado pela iniciativa privada e, de acordo com um dos representantes da associação, já tem o apoio da prefeitura de Guarulhos.
No outro projeto, uma ONG composta por torcedores aposta na construção do “Fielzão”, com capacidade para 60 mil pessoas. Pretensiosa, a ONG tenta arrecadar, junto à torcida corintiana, cerca de R$ 300 milhões para concluir o projeto.
Na busca por uma casa à altura de sua tradição, o Corinthians vive dois contrastes nada animadores.
De um lado, uma diretoria que pensa pequeno, conformada em pagar à prefeitura paulistana pela concessão do Pacaembu. Do outro, torcedores que sonham alto demais sob a forma de projetos ainda distantes da realidade brasileira.
Enquanto os dois lados não unem forças em torno de uma só direção, de um só projeto, gaviões terão de se contentar, no máximo, em erguer seu ninho numa Fazendinha qualquer.
- Postado por: Breiller Pires às 20h55
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