Um sonho ao alcance

Diria o pessimista que sonhar com uma Copa do Mundo ou uma Olimpíada no Brasil é perda de tempo. Realizar ambos os eventos em um intervalo de dois anos, então, seria possibilidade quase nula até para o mais fantasioso otimista.
Mas com base em fatos, e boas justificativas, o Brasil se vê, hoje, com boas chances de receber a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016.
O caderno de encargos para a realização da Copa já foi entregue à Fifa. O país segue no pleito como candidato único.
Consistente, o projeto brasileiro conta com as garantias governamentais firmadas pelo presidente Lula, além de estar voltado para a captação de recursos financeiros do setor privado – diferentemente do projeto do Pan, que foi quase todo bancado pelos cofres públicos.
No dia 30 de outubro, a Fifa confirma ou não o Brasil como sede da Copa-2014. As chances de ouvir o “sim” da entidade são do tamanho do sonho de receber novamente, depois da Copa de 50, o evento maior do futebol.
Enquanto a Copa parece uma conquista mais palpável, o objetivo de sediar uma Olimpíada está um pouco mais distante. Ainda assim, a ambição do Comitê Olímpico Brasileiro é realista e, sobretudo, realizável.
Há um longo caminho a ser percorrido até a data em que o COI anunciará a cidade-sede das Olimpíadas de 2016, em outubro de 2009. Sediar um evento olímpico requer estrutura e planejamento muito mais consistentes que a organização de um Pan-Americano.
A postulação do Rio de Janeiro à sede olímpica surge em um momento favorável. O sucesso do Pan, e o ganho em infra-estrutura esportiva proporcionado pelo evento, credenciam a cidade como forte candidata a receber os Jogos Olímpicos em 2016.
Os governos federal, estadual e municipal também já deram garantias e apoio à candidatura do Rio. Sem contar esses fatores positivos a favor da cidade, o próprio COI já admitiu o desejo em levar uma Olimpíada até a América do Sul.
Para isso, a entidade afirma que a América do Sul precisa “atrair” os Jogos. Cada vez mais consolidada como uma cidade global, especializada em receber grandes eventos, o Rio de Janeiro tem tudo para concretizar essa atração.
A história, ainda, faz questão de contradizer quem não acredita na possibilidade de o Brasil sediar dois megaeventos em um curto espaço de tempo – 2014 e 2016. Em 1970, o México recebeu a Copa do Mundo, sendo que, dois anos antes, havia recebido também os Jogos Olímpicos.
Mas o Brasil pode trilhar o mesmo caminho percorrido pelos Estados Unidos na década de 90. Em 1994, os norte-americanos sediaram a Copa e, dois anos mais tarde, a cidade de Atlanta foi sede da Olimpíada.
Em 1987, os Estados Unidos haviam organizado os Jogos Pan-Americanos, na cidade de Indianápolis. Após sete e nove anos, respectivamente, o país recebeu a Copa de 94 e as Olimpíadas-96.
Coincidentemente, essas são as mesmas distâncias de tempo que separam o Pan do Rio de Janeiro, realizado este ano, da Copa de 2014 e das Olimpíadas de 2016.
Não dá para comparar as condições financeiras e estruturais de Estados Unidos e Brasil. No entanto, até 2014, o país tem tempo suficiente para traçar planejamentos sólidos e menos dependentes do dinheiro público para receber dois megaeventos esportivos.
Ocasião e história conspiram a favor do Brasil. Portanto, daqui pra frente, sonhar alto faz parte das regras do jogo.
- Postado por: Breiller Pires às 22h50
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Todos contra um

A dinâmica do segundo turno do Campeonato Brasileiro deve girar em torno de uma perseguição ponto a ponto.
Todos estão no vácuo do São Paulo, que, soberano, reina sozinho na tabela. Por enquanto.
Cruzeiro, Vasco, Botafogo e Palmeiras prometem encostar na briga pela liderança. Na busca pelo primeiro lugar, Santos e Grêmio correm por fora. Ainda assim, podem arrancar nesse segundo turno.
A diferença do atual campeão brasileiro para o Cruzeiro, segundo colocado, é de seis pontos. Os cruzeirenses, porém, com 35 pontos, têm um jogo a menos.
A disputa aí é entre a melhor defesa (a são-paulina, com sete gols sofridos) e o melhor ataque (o celeste, com 44 gols marcados). Um tropeço tricolor combinado a um triunfo mineiro incendeia de vez o topo da classificação.
Quem também está vivo na parada é o Gigante da Colina. Invicto em seu estádio, o Vasco é outro que ainda tem um jogo a menos que o líder.
Para completar, os cruz-maltinos contam com tabela a seu favor. E o retrospecto, claro. No segundo turno, os vascaínos jogam contra São Paulo, Cruzeiro e Palmeiras em seus domínios.
Se o Vasco, empolgado com a torcida que sacode São Januário, mantiver o bom aproveitamento dentro de casa contra esses três times, a ponta da tabela vai ter cheiro de bacalhau.
Outro carioca que não quer perder os são-paulinos de vista é o Botafogo. Em queda livre desde a eclosão do caso Dodô, a estrela solitária nunca esteve tão decadente na competição.
Os comandados de Cuca, que por muito ocuparam a liderança, vêem o topo cada vez mais distante, e uma crise interna ainda mais próxima. Uma reestruturação psicológica se faz necessária, caso o Botafogo não queira permanecer em declínio.
Por outro lado, quem cresce aos pouquinhos é o Palmeiras. Com um empate aqui, uma vitória ali, o time que joga sob as sombras de Edmundo e Martinez já ocupa a quinta colocação.
Com apenas dois pontos a menos que o Cruzeiro, os palmeirenses se posicionam de vez no fronte da caçada ao São Paulo.
Em meio à corrida pela liderança, menção de destaque aos técnicos Dorival Júnior (CRU), Celso Roth (VAS) e Caio Júnior (PAL), que, mesmo criticados no início do campeonato, descolam boas campanhas com equipes nem tão boas assim.
E é justamente nos treinadores que Santos e Grêmio apostam para subirem de posto e, na reta final, beliscarem o calcanhar são-paulino lá em cima.
O diferencial das duas equipes está na experiência de Luxemburgo em pontos corridos, de um lado, e no pulso firme de Mano Menezes, do outro. Virtudes capazes reavivar qualquer time numa competição.
Nesse fuzuê todo, tirar pontos do São Paulo é a lei fundamental. Todos contra um. Para que lá no fim a taça de campeão ainda esteja em jogo. Daí, amigo, é cada um por si.
- Postado por: Breiller Pires às 23h10
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Até de olhos vendados

É, não tem jeito. Argentino diante da amarelinha em uma final de campeonato treme mesmo.
No futebol de 5, valendo a medalha de ouro no Parapan Rio 2007, o Brasil rebuscou a escrita ao bater os hermanos por 1 a 0.
Para coroar a liderança no quadro de medalhas do Parapan, e o trabalho bem-feito dos nossos para-atletas, nada como uma vitória sobre os arqui-rivais. Ainda por cima dentro das quatro-linhas, onde eles já estão acostumados à derrota.
Dos fregueses de longa data, fato, ganhamos até sem ver.
*Há um ano, o Rola Blog destacou o empenho desses brasileiros, campeões por natureza. Vale a pena rever.
- Postado por: Breiller Pires às 19h51
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