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Fim de festa

O resultado do Pan, pelo menos no aspecto prático, foi pra lá de comemorado pelos brasileiros.
Afinal, o Brasil subiu por 54 vezes ao máximo degrau do pódio. Esta foi a melhor campanha do país em Jogos Pan-Americanos, com 161 medalhas.
No quadro geral, terminamos atrás somente de Estados Unidos e Cuba – que por pouco não superamos.
Agora, esperamos outros resultados. Esperamos que os investimentos exorbitantes em obras de infra-estrutura e instalações esportivas tenham valido, de verdade, aquilo que representaram aos cofres públicos.
Vamos ver o que o país ganhou, além de ouros, pratas e bronzes, neste Pan. Vamos ver em que a cidade do Rio de Janeiro melhorou – ou deixou de melhorar.
O planejamento de um evento como este projeta resultados sociais e estruturais de médio a longo prazo. Não dá pra esperar, de uma hora para outra, que um país ou uma cidade se tornem uma potência esportiva.
A certeza que se tem é de que, nesses 15 dias de competições, ganhamos um valor inestimável: o espírito esportivo, que merece ser valorizado e incentivado.
Que este Pan tenha sido capaz de incentivar milhares de esportistas e milhares de crianças que ainda não experimentaram o esporte. Que tenha motivado as iniciativas pública e privada a investirem na prática esportiva.
Que tenha mostrado ao brasileiro que, assim como o bronze suado na esgrima, na morte súbita, com Renzo Agresta, o esporte é sinônimo de emoção em inúmeras outras modalidades, além do futebol.
Que, na contabilização de erros e acertos, lucros e prejuízos do Pan, o esporte brasileiro tenha saído com o saldo positivo.
- Postado por: Breiller Pires às 14h43
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