Expresso da Vitória
 Expresso vascaíno em 1949. Em pé: Eli, Jorge, Augusto, Danilo, Barbosa e Sampaio. Agachados: Nestor, Maneca, Ademir, Ipojucan e Mário.
Ganhar era a rotina do Expresso da Vitória. Assim ficou conhecido o célebre time do Vasco do final dos anos 40.
Mas já em 1944, o Expresso, comandado pelo uruguaio Ondino Viera, começara a mostrar sua cara. Foi vice-campeão carioca. Perdeu para o Flamengo na final – o que não é, definitivamente, novidade.
Entretanto, antes disso, o Vasco havia conquistado três títulos: Torneio Início, Torneio Relâmpago e Torneio Municipal. Se desenhara aí um time vencedor. Dos maiores que o Vasco já teve. Dos mais notáveis que o Brasil já conheceu.
Em quase dez anos, de 1944 a 1953, o Expresso da Vitória ergueu 21 troféus. Dentre eles, cinco Campeonatos Cariocas e um Campeonato Sul-Americano, no qual o Vasco sagrou-se campeão invicto contra todos os campeões da América do Sul.
O escrete vascaíno era, de fato, imponente. O ponta-de-lança – como eram conhecidos os atacantes à época – da equipe cruzmaltina era Ademir Menezes, artilheiro da Copa do Mundo de 1950.
Ambidestro, Ademir aproveitou a facilidade em bater com as duas pernas para ser, também, o grande goleador do Expresso. Foram 301 gols com a camisa do Vasco.
O goleiro Barbosa, companheiro de Ademir na Seleção e no Vasco, é outro que merece destaque na história do Expresso. Era um nato pegador de pênaltis. Consagrou-se no Sul-Americano ao defender uma penalidade no último jogo, contra o River Plate.
Consagrado em 1948, crucificado dois anos depois, na Copa do Mundo. Barbosa é visto até hoje como o culpado pela derrota do Brasil para o Uruguai, na fatídica final no Maracanã.
E o Expresso da Vitória ainda contava com jogadores do naipe de Ipojucan, Chico e Vavá, figuras certas no hall da fama cruzmaltino.
Aquele vascaíno, que toma conhecimento de um time cheio de glórias como foi o Expresso, se enche de saudosismo. Sente saudade de uma época que provavelmente ele nem viu.
Que inspira, no entanto, aliada à decepção com os “craques” de um presente não muito feliz, uma viagem ao período em que o Vasco realmente impunha respeito.
- Postado por: Breiller Pires às 17h07
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