Mapa da sorte

Os campeonatos estaduais já consagraram seus campeões. No Sudeste, Atlético-MG, Flamengo e Santos levaram a melhor em seus respectivos estados.
Mas será que o torcedor pode mesmo levar fé nessas equipes para a disputa do Brasileirão?
Ah, meu amigo atleticano, flamenguista ou santista! No seu lugar, tentaria conter a euforia pós-título regional. Não é que seus times deixaram de merecer a conquista. Entretanto, há dois pontos a serem ressaltados.
Primeiro que os elencos dos três clubes ainda carecem de reforços. Salvo alguns destaques, como o armador Marcinho e o goleiro Diego, do Galo, Renato Augusto e a volta de Obina, no time da Gávea, e Luxemburgo, no Peixe, os campeões do Sudeste têm pouco poder de fogo em seus planteis.
Em segundo lugar, esses times terão de se preocupar com a forte concorrência. Nos outros estados, fora do Sudeste, tem muito time a fim de fazer bonito no Campeonato Brasileiro.
Os pernambucanos, Náutico e Sport, recém-promovidos à Série A, vêm cheios de gás, com ânimo renovado. Tem time até do Rio Grande do Norte. O América, que também subiu, pode dar trabalho jogando em casa.
No outro extremo do país, Grêmio, Inter e Juventude estão no páreo. Um é bicampeão gaúcho. Outro é o atual campeão mundial. O último... Bem, esse daí quer, no máximo, figurar como zebra.
Ainda no Sul, Paraná, que surpreendeu com a quinta posição no último Brasileiro, e Atlético-PR, sempre dão trabalho. Sem esquecer do Figueirense, em Santa Catarina, que foi outra equipe que também fez boa campanha em 2006.
Não bastasse todos esses concorrentes, os campeões do Sudeste ainda têm pela frente seus rivais regionais. Rivais estes que, apesar de não contarem com elencos excepcionais, jogam com o peso da camisa, ou contam com times bem articulados.
É o caso do Botafogo. Fez grande campanha no Estadual do Rio. Com um pouco mais de sorte, o time de General Severiano faturaria o Carioca.
Logo, sorte também faz diferença. Terão de contar com ela, para não decepcionarem seus torcedores no Brasileirão, Atlético-MG, Flamengo e Santos, caso não descolem algum coelho da cartola [leia-se, contratações].
- Postado por: Breiller Pires às 20h05
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