Com a mão na taça

É assim que os torcedores do Atlético-MG estão se sentindo. Com a vitória por 4 a 0 sobre o rival Cruzeiro, no primeiro jogo da decisão do Campeonato Mineiro, os atleticanos estão quase lá.
Após sete anos de jejum no Estadual, o Galo pode perder por até três gols de diferença que ainda assim levanta a taça de campeão.
Na Bahia, o Vitória está em situação semelhante. O rubro-negro baiano é o líder isolado do quadrangular final, com 12 pontos. Só depende de si mesmo para faturar o Estadual.
Situação cômoda também para o São Caetano, no Paulista. O Azulão enfiou 2 a 0 no Santos de Luxemburgo, na primeira partida, e agora tem boa vantagem na finalíssima. Mesmo perdendo por um gol de diferença no placar, o time do ABC conquista o bi do Paulistão.
No Rio Grande do Sul, o Grêmio pode até empatar – desde que não sofra mais de três gols – para erguer o caneco do Gauchão, em cima do Juventude.
Botafogo e Flamengo fazem o clássico carioca, com um pouco mais de equilíbrio. Porém, pelos últimos jogos das duas equipes e pelo ambiente nas duas concentrações, o Fogão deve mesmo levar o bi do Campeonato Carioca. Basta uma vitória simples.
Em situação mais complicada estão Criciúma, no Catarinense, e Paraná, no Paranaense. As duas equipes tropeçaram fora de casa no primeiro jogo da final. Ambas perderam por 1 a 0, para Chapecoense e Paranavaí, respectivamente.
Precisam, agora, no jogo decisivo, fazer valer a tradição da camisa, e vencer seus adversários – bem menos expressivos, vale ressaltar.
O domingo promete.
Lembrando que Brasiliense, no Distrito Federal, e Sport, em Pernambuco, já levaram a taça de campeão estadual pra casa.
- Postado por: Breiller Pires às 11h19
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Culpados

A culpa é sempre de quem está ali cuidando da meta ou da grande área, pronto para defender sua equipe. Salvo quando o culpado não é o treinador.
A dinâmica do futebol é mesmo essa daí. Quando o time perde, e a bomba não explode na mão do treinador, pode saber que goleiro e zagueiros sentirão o peso da culpa pela derrota.
Se o atacante, que de 20 chutes em uma partida costuma acertar um, falha, é apenas mais um erro. Um gol pode limpar a barra e a incompetência do ataque.
Agora, manda um zagueiro falhar e entregar um gol pra você ver. No outro dia, a torcida já pede a cabeça do cidadão. E quando o erro é do goleiro? Pior ainda.
No clássico entre Atlético-MG e Cruzeiro, o goleiro celeste, Fábio, protagonizou um lance inusitado. Enquanto ia buscar a bola dentro do gol, Wanderlei, atacante atleticano, se aproveitou da desatenção da defesa na saída de bola, roubou a redonda e rolou para as redes.
Fábio, que estava de costas para a jogada, só viu a bola quando ela já ultrapassava a linha de sua meta. Uma tremenda mancada, ainda mais num clássico.
Porém, antes do jogo, o goleiro salvou o Cruzeiro de uma goleada maior. Mesmo assim, a torcida celeste não perdoou. Crucificou Fábio sem dó.
Se o meio-campo errava passes e o ataque mal concluía, isso pouco importa. O que vale mais, na hora do julgamento dos torcedores, é quem errou por último.
Por essa máxima, ser goleiro ou zagueiro é viver perigosamente na curta distância entre céu e inferno. É ter que buscar explicação todo dia para não ser sempre o culpado, sozinho.
E coitado daquele que der as costas, e não assumir a culpa que, muitas vezes, nem dele é.
- Postado por: Breiller Pires às 09h44
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