Peteca e raquete no país do futebol
Francisco Ferraz, 27, é presidente da FEBAPI (Federação Piauiense Badminton), criada por ele há um ano. Formado em Administração de Empresas, o professor universitário trabalha como voluntário em escolas do Piauí. O objetivo de Franscisco é divulgar o badminton, um esporte nascido na China, batizado na Inglaterra e, agora, em expansão no Brasil.
Seu primeiro contato com o esporte foi em 2002, no Paraná. Após ser cortado da seleção de futsal da UFPR, para a disputa das Olimpíadas Universitárias, ele resolveu se dedicar apenas ao badminton. E em entrevista para o Rola Blog, Francisco fala um pouco dessa modalidade esportiva.

Por que a idéia de divulgar um esporte pouco conhecido no Brasil? Quando conseguimos a vaga para o JUBS (São Paulo) o nosso técnico de futsal dispensou vários atletas – eu estava na lista. Com isso fiquei exclusivo para o badminton. Busquei conhecer profundamente este esporte de raquete e peteca. E o principal motivo era a pequena distância para chegar à seleção brasileira. Passei por momentos complicados na carreira administrativa, não conseguia entrar no mercado de trabalho. Assim, pensei que eu não poderia fazer o mesmo, desprezar o badminton. Já com conhecimento adquirido resolvi retornar ao Nordeste e desenvolver o esporte para crianças em risco, com objetivo de, a longo prazo, revelar talentos.
Quais os pontos fortes do badminton que o permitem cair no gosto dos brasileiros? O badminton é o segundo esporte mais praticado no mundo, perde somente para o futebol. É o esporte de raquete mais veloz do mundo. Esporte de cultura asiática prima pela disciplina e respeito. Atende ao gosto de praticantes que não conseguem adaptação em esporte coletivo. Fascina por ser um esporte exótico, com rapidez e explosão. A pouca quantidade de praticantes entusiasma os iniciantes para futuramente defender nosso país em uma olimpíada ou no mundial.
Em sua opinião, a paixão nacional pelo futebol atrapalha a difusão do badminton? Acho que não. Pois, a maioria dos que jogam futebol praticam esportes aquáticos, individuais, arte marciais e, porque não, esportes de raquetes. Em nosso país, não pode existir disputa interna, e sim externa, para mostrar nossa capacidade em garantir o primeiro lugar em qualquer modalidade esportiva.
O futebol piauiense não é lá muito tradicional. Esse fator é importante para popularizar o badminton no Piauí? Não vejo este ponto como estratégia do desenvolvimento do esporte. O sonho do jogador de futebol está em toda criança, independente do respaldo que o estado tem no âmbito futebolístico. Vejo como principal fator gerenciar a Federação e descentralizar as atividades. Levar o esporte para crianças carentes.
Em 1894, Charles Miller trouxe duas bolas da Inglaterra para o Brasil. E em menos de dez anos o futebol se difundiu pelo país. É muita prentensão esperar resultado semelhante para o badminton? São duas épocas diferentes. Existem facilidades e empecilhos de expansão para cada tempo. Seria um ótimo tema para estudo. Porém, posso garantir que cheguei no Piauí com 20 raquetes e 6 petecas. Em um ano de trabalho, todo Piauí conhece a modalidade. A nível de Brasil posso ajudar, mas em conjunto seria bem mais fácil.
Qual o nível de profissionalização dos jogadores de badminton brasileiros? Assim como os atletas da elite do futebol, eles vivem só do esporte? Quesito profissionalismo e financeiro, deixo esta pergunta para meu amigo e técnico da seleção Luiz de França e o Presidente da CBBd (Confederação Brasileira de Badminton).
É possível o Brasil se tornar uma potência no badminton? Confio na CBBd. Com trabalho e dedicação, o Brasil terá lugar garantido entre os primeiros. A evolução está sendo uma constante e espero que continue.
Conheça mais sobre o esporte em: www.badminton.org.br
- Postado por: Breiller Pires às 17h45
[ ]
[ envie esta mensagem ]
Compartilhe:
___________________________________________________
Segura o baixinho

Romário acertou verbalmente com dirigentes a sua contratação pelo Tupi, de Juiz de Fora. A assinatura do contrato-relâmpago é esperada para a tarde de hoje.
Assim como no Adelaide, time da divisão principal da Austrália, Romário deve jogar apenas quatro jogos pelo Galo juiz-forano. A estréia do baixinho está prevista para a próxima quinta-feira, contra o Democrata-SL, pela Taça Minas Gerais.
O que espanta é um jogador de 40 anos, em fim de carreira, poder atuar por dois clubes simultaneamente.
Se o contrato for mesmo assinado, o artilheiro do Tetra chega a Minas na quarta-feira, joga na quinta, e embarca para a Austrália na sexta. Nesse caso, só voltaria a atuar pelo Tupi no dia 22, contra a Caldense.
Romário anda mesmo com todo o gás. Torcedores do Tupi contam ainda com sua presença no JF Folia, tradicional micareta de Juiz de Fora, que começa justamente no dia da chegada do baixinho à cidade.
Além disso, Romário pretende jogar a Copa do Mundo de Futebol de Praia, em novembro. Que fominha, não?
Segura o baixinho!
- Postado por: Breiller Pires às 14h00
[ ]
[ envie esta mensagem ]
Compartilhe:
___________________________________________________
| |