O peso da decisão

Quem será que leva a Copa?
Copa? Esse papinho de novo? Não, não. O assunto agora é Copa do Brasil. Hoje, no Dia do Futebol, Flamengo e Vasco fazem a primeira partida da final.
O clássico mais tradicional do país coloca em xeque a fama de vice dos rivais cariocas.
Para muitos flamenguistas, o Vasco é um time de vice-campeonatos. Isso porque, de 1999 a 2001, o Flamengo foi tricampeão carioca em cima do time cruzmaltino. Em 2004, em novo confronto pela final do Estadual, o título foi outra vez para a Gávea.
No entanto, de 39 finais disputadas entre os dois clubes, 21 delas foram vencidas pelo time de São Januário. Pela primeira vez decidindo um campeonato nacional, o tira-teima do vice é um álibi para tornar a partida ainda mais emocionante.
Porque emoção não deve faltar com dois motivados goleadores em campo. Pelo Rubro-Negro, Luizão é a referência no ataque. Acostumado a brilhar em decisões, o avante flamenguista pode resgatar, da história no rival, um passado glorioso. Na final da Libertadores de 1998, Luizão fez um dos gols do título vascaíno, contra o Barcelona de Guayaquil.
Por outro lado, o Vasco conta com Valdiram, artilheiro da competição, com sete gols. O matador é ídolo da torcida vascaína e já está sendo pretendido pelo Lyon, da França.
Por intermédio da assessoria de imprensa do Vasco da Gama, o Rola Blog tentou uma entrevista com o atacante. Porém, o assessor Roberto Garofalo informou que, no momento, os jogadores estão proibidos de dar declarações.
Apontar um favorito para clássicos é atirar no escuro. Rivalidade muda qualquer panorama de jogo.
O Vasco leva ligeira vantagem por ter uma forma de jogar bem definida: recuado, o time sai com velocidade nos contra-ataques, passando pelas laterais ou lançando seus rápidos atacantes, Edílson e Valdiram.
A diretoria rubro-negra lançou há pouco um novo treinador. Ney Franco ainda tenta encontrar o time ideal e uma armação tática conveniente. Ainda assim, o Flamengo também tem chances claras de chegar ao título, por fazer valer a tradição de sua camisa e contar com um bom trio de frente: Renato, Ramírez e Luizão.
A final tem peso de ouro para os dois clubes, que há tempos não ganham um campeonato a nível nacional. O último título levado para o Rio de Janeiro, chegou pelas mãos dos vascaínos, em 2000, com a conquista da Copa João Havelange, equivalente ao Brasileirão daquele ano.
No fim das contas, a conquista da Copa do Brasil deve mesmo pesar para o futebol carioca, para, quem sabe, marcar sua reascensão no cenário futebolístico brasileiro.
- Postado por: Breiller Pires às 15h00
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Argentinidade
 “No me arrepiento de este amor, aunque me cueste el corazón”*
Enquanto as propagandas brasileiras suscitavam a rivalidade, apelavam para o non-sense e mostravam “nossos craques”, os hermanitos inovaram no que diz respeito à produção publicitária durante a Copa do Mundo.
A Cervejaria Quilmes, patrocinadora oficial da seleção argentina, lançou uma campanha pré-Copa de fazer brilhar os olhos dos amantes do futebol argentino.
Quilmes [Mundial 2006]
Outro comercial bastante inteligente que circulou na Argentina, às vésperas da Copa, foi produzido para a empresa de telefonia celular CTI Móbil.
CTI Móbil [Publicidad del Mundial]
Apesar de caírem na mesmice, por se utilizarem da mesma fórmula de construção dos roteiros – musiquinha argentinesca e exaltação da paixão pelo futebol -, os publicitários argentinos provaram que é possível impressionar sem apelar para o besteirol.
Eles sequer encabeçam celebridades do futebol argentino em suas campanhas. Nem Messi, nem Riquelme, muito menos Maradona. Nota-se, nas propagandas mencionadas, a preocupação em exaltar o fanatismo da torcida argentina e seu amor pelo futebol.
A publicidade dos hermanitos, ao contrário das diversas propagandas que pipocam na TV brasileira em época de Copa, tem como protagonistas o povo argentino e toda a seleção que o representa.
Mostrar um craque aqui e outro ali, parece não ser interessante para os argentinos. Interessam a eles o futebol em conjunto, o trabalho em equipe.
E pode estar aí a resposta àqueles que diziam: “o Brasil tem grandes craques, mas não tem um grande time”. Culpa dos publicitários brasileiros; endeusaram os craques, se esqueceram da Seleção.
Abaixo, mais dois comerciais da Quilmes. Até mesmo após a eliminação, a Argentina e seus publicitários não deixaram de apoiar sua equipe.
Quilmes [Bendito sea 01]
Quilmes [Bendito sea 02]
Esses hermanos... criativos e apaixonados. Imagina se fossem pentacampeões?
* Trecho da música “No me arrepiento de este amor”, da banda argentina Attaque 77, utilizada no comercial da Quilmes.
- Postado por: Breiller Pires às 15h56
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