Agora é esperar por 2010. A Alemanha ficou pra trás.
O que essa Copa deixou?
A lembrança de poucos gols, futebol escasso e um povo unido para celebrar, com estilo, a grande festa em seu país. A Copa 2006 marca a história por sagrar a Itália tetracampeã. Um título sofrido, após o triunfo sobre os franceses, nos pênaltis.
Já os anfitriões exaltaram a conquista do terceiro lugar. Comemoraram como campeões. Um prêmio para a empolgadíssima torcida alemã.
O time de Felipão lutou com bravura para não chegar de mãos vazias a Portugal. No entanto, mesmo com a derrota por 3 a 1, os lusitanos esperam a seleção verde-grená de braços abertos e cabeça erguida. A Terrinha tem um time do qual se orgulhará por um bom tempo. Sem dúvidas, a equipe portuguesa foi a mais aguerrida da Copa.
Quem também entra para a história das Copas é o francês Zidane. O craque foi eleito o melhor jogador do Mundial e tornou-se, ainda, um dos poucos jogadores a marcar gols em duas finais de Copa do Mundo.
Zizou foi expulso, é verdade. Agrediu o italiano Materazzi, que, certamente, havia o provocado. Viu os franceses chorarem a derrota na final. Se aposentou de forma melancólica. Porém, o que fica guardado, na memória de quem o viu jogar, é o futebol exímio futebol apresentado ao longo de sua carreira.
A Chuteira de Ouro ficou com o atacante alemão Miroslav Klose, artilheiro da competição com expressivos... cinco gols. Isso mesmo. Klose foi artilheiro de uma Copa do Mundo marcando apenas cinco vezes.
Número baixo para a artilharia quanto para a média de gols, a segunda pior da história. Estatísticas inversamente proporcionais às expectativas para essa Copa.
Fica aqui um salve à Azzurra, que aliou a tradição da camisa ao futebol prático e ousado para erguer a taça com incontestável merecimento. Junto com o tetra da Itália, vai também a esperança de ver uma Copa mais empolgante em 2010.
Mais quatro anos para o próximo Mundial. Dessa vez, na África do Sul. Ainda há muito chão até lá, mas não custa nada tecer novas expectativas.
Levar alguma herança da Alemanha? A organização. Tirar alguma lição? Favoritismo não ganha Copa. O que tem de melhorar? O futebol. O Hexa adiado para Johannesburgo? Não custa nada sonhar.